XIV Simpósio Nacional da ABHR – III Encontro Internacional de Estudos da Religião
Chico Xavier, mística e espiritualidade nas religiões brasileiras
Uberaba, MG, 14 a 17 de abril de 2015

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SEGUNDA CIRCULAR

A Associação Brasileira de História das Religiões, a ABHR, divulga a relação dos Grupos Temáticos e o inicio das inscrições de seu o XIV Simpósio Nacional e o III Encontro Internacional de Estudos da Religião, que serão realizados entre os dias 14 a 17 de abril de 2015 em Uberaba, no Triângulo Mineiro.

Com o tema central ““Chico Xavier, mística e espiritualidade nas religiões brasileiras”, abordagem inédita na academia, o evento conta com a organização do IFTM – Instituto Federal do Triângulo Mineiro -, através do curso de Ciências Sociais e de seu PIBID/Capes e do mestrado profissional em Educação; da UFTM – Universidade Federal do Triângulo Mineiro -, curso de História; com o apoio da Fundação Cultural da Prefeitura de Uberaba e da FACTHUS – Faculdade de Talentos Humanos (cujas dependências serão realizadas os GTs e Mini-cursos); do CEHAL-PUCSP – Centro de Estudos de História da América Latina da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, e sob os auspícios da ADHILAC - Asociación de Historiadores Latinoamericanos y del Caribe.

Inscrições


As Fichas de Inscrições deverão ser preenchidas e enviadas juntamente com o recibo de depósito bancário com os seguintes valores de acordo com a categoria:

Até 20/2 Após 21/2
Estudante de Graduação (ouvinte) 30,00 40,00
Estudante de Graduação (com apresentação de trabalho) 70,00 100,00
Estudante de pós-graduação 70,00 100,00
Estudante de pós-graduação (com apresentação de trabalho) 100,00 140,00
Professores do ensino básico e médio 70,00 100,00
Professores / pesquisadores universitários 120,00 180,00
Professores / pesquisadores universitários (com apresentação) 180,00 220,00
Inscrição em minicursos 30,00 40,00


O depósito deverá ser efetuado na conta aberta pelos coordenadores do XIV Simpósio, no Banco Itaú, agência 6985, conta corrente 19085-6.

Cronograma

Submissão de comunicações orais Até 09/Janeiro
Divulgação dos resultados de comunicações orais 16/Janeiro
Envio dos trabalhos completos 15/Maio
XIV Simpósio Nacional da ABHR 15 a 17/Abril/2015

Normas de Envio de Trabalhos


Para o encaminhamento de comunicações individuais, o pesquisador deve encaminhar seu resumo para o proponente do Grupo Temático com cópia direcionada à organização do Simpósio (simposio@abhr.org.br).

Os trabalhos devem ser apresentados com a seguinte formatação: fonte Times New Roman, tamanho 12, com o número e nome do GT; título do trabalho centralizado em negrito, nome e breve descrição profissional do(s) autor(es); e texto com 2500, no mínimo, e, no máximo, 3000 caracteres, incluindo os espaços; margem direita 2,5, esquerda 3,0, e superior e inferior 2,5.

Todos os autores devem estar inscritos do Simpósio, e caso o GT não atinja o número mínimo de inscritos (quinze), os trabalhos serão remanejados para outro grupo de acordo com a avaliação da Comissão Organizadora do evento.

Grupos Temáticos


01. Ciência(s) da religião: questões teórico-metodológicas e políticas

Prof. Dr. Arnaldo Érico Huff Júnior
Prof. Dr. Rodrigo Portella
UFJF – Universidade Federal de Juiz de Fora
Contato: huffjr_@hotmail.com

Este GT visa reunir pesquisadores interessados em questões epistemológicas fundantes das ciências da religião, bem como na constituição da área em meio às demais disciplinas acadêmicas. Qual é, afinal, o estatuto epistemológico das ciências da religião? Trata-se de uma disciplina que se constitui a partir do objeto? Ou é possível, ou desejável, um consenso ao redor de um método? Quais as relações possíveis entre as abordagens mais voltadas para o específico, como as da história, da sociologia e da antropologia, e aquelas mais voltadas para o geral, como as da fenomenologia e dos estudos comparados da religião? Em termos identitários e políticos, o que é a ciência da religião no Brasil? Quem são e o que fazem seus profissionais? Há cientistas da religião nas ciências da religião? Qual pode ou deve ser o lugar e tarefa acadêmica de profissionais não diplomados em Ciências da Religião nos cursos de Ciências da Religião? Questões como estas nortearão os debates. Relatos de experiência de pesquisa (de graduação e pós-graduação) em ciências da religião serão também bem-vindos.


02. Religiões Afro-brasileiras e diálogos com outras tradições religiosas

Profa.Dra. Mundicarmo Maria Rocha Ferretti
(PPGCS/UFMA; DCS/UEMA)
Sergio Figueiredo Ferretti
(PPGCS/UFMA)
Contatos: mundicarmorf@gmail.com
e ferrettisf@gmail.com

O fenômeno religioso é tão recorrente nas sociedades humanas que tem sido considerado universal. Apesar de alguns pensadores terem profetizado o seu desaparecimento, com o avanço do racionalismo da ciência e da tecnologia, ele continua crescendo e sua importância tem se mostrado cada vez maior no mundo contemporâneo.
A diversidade das religiões tem provocado atitudes que variam da simpatia à intolerância e levado a empréstimos, fusões, proselitismos e a imposições, às vezes violentas. As religiões mediúnicas, principalmente as afro-brasileiras que carregam consigo os estigmas da escravidão e da oralidade, apesar das conquistas realizadas na luta pelo seu maior reconhecimento, continuam objeto de discriminação, são muitas vezes consideradas meros ritos ou crenças e, não raramente, rotuladas de crendices. Apesar da influencia recebida do kardecismo e da apresentação de pontos em comum com religiões que se definem como espiritismos não kardecistas, as religiões afro-brasileiras apresentam vários pontos de divergência em relação a eles que merecem ser melhor conhecidos e analisados. Este grupo de trabalho tem como objetivo incentivar o diálogo entre pesquisadores e análises das características e especificidades das religiões afro-brasileiras, assim como de suas representações e práticas no Brasil através dos tempos, e de suas intercessões e relações com outras religiões, congregando em seu espaço de discussão historiadores, antropólogos, cientistas das religiões e demais estudiosos das ciências humanas e especialistas nas religiões afro-brasileiras e espiritismos. Espera também contribuir para a compreensão e interpretação do fenômeno religioso em âmbito mais amplo refletindo sobre teorias clássicas e suas aplicações em diversos contextos históricos e sociais.


03. Religiões e resistências às ditaduras no Brasil e na América Latina

Profa.Dra.Vera Lúcia Vieira
PUC-SP, Coordenadora do CEHAL – PUCSP – Centro
de Estudos de História da América Latina e Vice-presidente da
Adhilac – Asociación de Historiadores Latinoamericanos y del Caribe
Contato: vevivevi.vieira@gmail.com

Os ciclos ditatoriais que configuram o século XX latino-americano, as tentativas de reformas socioeconômicas e a revoluções encetadas em vários desses países, assim como as diferentes formas de intervenções dos Estados Unidos, são objeto de reflexões neste GT.

Similaridades, identidades e diferenças entre os processos independentistas confluíram, na maior parte dos países da região, na configuração de Estados, se não autocratas, pelo menos fortemente centralizados no executivo e respaldados por forças armadas. Em uns, decorrente da fragilidade das burguesias que hegemonizam a nova ordem instaurada, em outros, particularmente na região do Caribe a América Central, as forças sociais que emergiram com ímpeto revolucionário foram ceifadas pelas intervenções norte-americanas, respaldadas pelos poderes locais. Nesta dinâmica os segmentos sociais desenvolveram inúmeras formas de resistências, que vão desde manifestações populares que emergem a partir de interesses momentâneos comuns, até guerrilhas nos campos e nas zonas urbanas, além dos diferentes partidos políticos reconhecidos pela defesa de posturas, se não teóricas, pelo menos programáticas.

No decurso de tais confrontos, que papeis cumpriram as diferentes expressões de religiosidades vigentes em cada especificidade, a partir das institucionalidades que as congregam ou por iniciativa de lideranças que emergem nas comunidades, nos centros dessas resistências, muitas vezes de forma antagônica? Os processos e lutas sociais e políticas na região têm raízes cujo conhecimento é uma ferramenta indispensável para a tomada de decisões e para a superação dos impasses que atingem seus países.


04. Gênese e disseminação do Espiritismo kardecista e espiritualismos no Brasil

Prof.Dr.Anderson Claytom Ferreira Brettas
IFTM – Instituto Federal do Triângulo Mineiro
Cehal PUC-SP – Centro de Estudos
de História da América Latina
Contato: andersonbrettas@iftm.edu.br

A rigor, o espiritismo kardecista foi introduzido no Brasil nos tempos do Império, a partir da década de 1860, a partir dos setores letrados da população. No Rio de Janeiro, Casimir Lietaud, publicou a primeira obra de caráter espírita no país, “Les temp sont arrivés”. Na Bahia, Luís Olímpio Teles de Menezes, professor de instrução primária e de latim, fundou um grupo familiar de espiritismo, em 1865, a primeira associação do gênero no país, e no ano seguinte traduziu e lançou em Salvador “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec.
O chamado espiritismo, denominação da doutrina organizada pelo professor francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, conhecido pelo pseudônimo Allan Kardec, é constituído por um sistema complexo de pensamento que funde filosofia, ciência e religião. No Brasil, diferentemente da França, o espiritismo enfatizou mais a face religiosa da moralização da conduta. Chocavam-se os que pretendiam imprimir uma conotação científica aos estudos, com experimentos das manifestações controladas, com aqueles que valorizavam sua dimensão religiosa, preocupando-se com orientações espirituais ligadas ao crescimento moral. A partir da articulação da FEB – a Federação Espírita Brasileira – predominou o grupo religioso.
A trajetória do kardecismo no Brasil é estreitamente vinculada à produção editorial; da articulação com a educação e com a pedagogia; e o processo de cura e difusão de receitas médicas gratuitas que popularizaram a doutrina e contribuíram com a sua expansão.
Este GT pretende acolher pesquisas que permeiam a constituição, a organização e a disseminação do espiritismo kardecista no Brasil; estudos sobre as atividades de imprensa, a produção editorial e a psicografia; a ênfase na saúde e na cura e diversos processos terapêuticos; e, também, estudos acerca de diferentes vertentes espiritualistas, oriundas muitas vezes de tensões, divergências ou cisões com o movimento espírita tradicional vinculado à FEB, como o Roustanguismo (seguidores de Jean-Baptiste Roustang), o Ubaldismo (adeptos de Pietro Ubaldi), o Ramatismo (obras atribuídas ao espírito de Ramatis), o universalismo crístico, entre outras tendências.


05. O lugar e a função do Ensino Religioso na escola contemporânea. Questões epistemológicas.

Profa. Dra. Elisa Rodrigues
UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora
Prof. Dr. Otaviano Pereira
IFTM - Instituto Federal do Triângulo Mineiro
Contato: elisa.erodrigues@gmail.com

Este Grupo de Trabalho pretende debater questões relativas ao status contemporâneo do Ensino Religioso no Brasil, sobretudo, assinalando o seu lugar dentro do conjunto de componentes curriculares que constituem a Base Nacional Comum, (segundo o Art. 14, da resolução no 7 elaborada pelo CNE, em 10 de dezembro de 2010, em conformidade com o art. 26 da Lei nº 9.394/96) e a forma como deve ser tematizado nas escolas, a fim de corroborar ao fortalecimento das bases democráticas sobre as quais repousa a sociedade brasileira.
É propósito desse GT debater a pertinência desse componente, bem como a proposta epistemológica que lhe concede instrumentos teóricos e metodológicos para desenvolvimento no âmbito da escola pública laica. Neste sentido, a fenomenologia (na condição de abordagem descritiva e analítica) é a metodologia apontada como meio de abordar as diversas tradições religiosas e os modos de crença em relação, por vezes, tensiva, outras, dialógica, no campo religioso brasileiro e na esfera pública. A abordagem fenomenológica da religião em diálogo com a história comparada das religiões, a filosofia da religião e a antropologia, entre outras áreas do conhecimento, é suposta nesse GT como meio de assegurar aos jovens educandos e cidadãos, a formação crítica para autonomia que garante a Constituição do Brasil (1988), pela promoção do conhecimento reflexivo. São bem-vindas as comunicações e contribuições que, portanto, tematizem o lugar (função) e a metodologia para o Ensino Religioso na escola pública e laica.


06. Novas Espiritualidades e seus desafios teóricos

Prof. Dr. Silas Guerriero
PUC-SP - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Contato: silasg@pucsp.br

Dando continuidade às discussões dos simpósios anteriores da ABHR, este GT se propõe a refletir sobre as características assumidas pela religião na sociedade atual. Pretende reunir tanto trabalhos que levantem dados empíricos sobre a situação atual do campo religioso, principalmente no que tange às novas formas de espiritualidade, aos novos movimentos religiosos e as transformações “novaeristas” das religiões tradicionais, como também levantar questões teóricas pertinentes ao enfrentamento dessas questões. As religiões acompanham as características gerais das sociedades em que estão inseridas. Há várias evidências de que a sociedade ocidental passa por um forte processo de mudança e isso repercute no campo religioso. Algumas dessas mudanças, como a autonomia do indivíduo e o incremento da diversidade cultural, guardam especial interesse aos estudiosos que se dedicam à situação das religiões no Brasil. Essa situação traz à tona um teórico da ciência da religião ao indagar as diferenças entre religiosidades e religião. Afinal, o que pode ou não ser denominado como algo religioso?


07. Folias de Reis, Congadas, Música e Arte Folclórica: rituais, mitos e agenciamento cultural no século XXI

Prof.Ms.Márcio Bonesso
IFTM – Instituto Federal do Triângulo Mineiro
Doutorando em Ciências Sociais pela Unesp.
Contato: marciobonesso@yahoo.com.br

Esse grupo de trabalho tem como objetivo principal debater de forma empírica e teórica grupos religiosos, festas populares (como a folia de reis, o congado, a catira, etc.) e manifestações artísticas contemporâneas (grupos para-folclóricos, grupos musicais, duplas caipiras/sertanejas) que dialogam com as linguagens dessas manifestações religiosas. O debate visa integrar dois eixos de análise: 1) interpretar as relações míticas/rituais desses grupos, festas e manifestações artísticas; 2) interpretar as formas de agenciamentos na produção, circulação e consumo desses grupos, festas e manifestações artísticas. No Brasil, as relações sociais das manifestações religiosas e grupos populares com uma fração da classe média e o interesse em agenciar e oferecer bens e serviços simbólicos provenientes dessas linguagens populares constituiu um campo bastante complexo de relações e interesses entre segmentos populacionais distintos.
A combinação de elementos sagrados, profanos, mágicos, tradicionais, racionais, estéticos, políticos, econômicos difundidos por meios de rituais tradicionais, registros tecnológicos e novos agenciamentos institucionais ainda geram várias tendências no que tange as representações coletivas (rituais, mitos, criações artísticas sagradas, musicalidade, narrativas corporais, relações de parentesco) e os produtos (Cd, Dvd, produção de eventos, criação de livros, documentários, obras artísticas) materiais e simbólicos promovendo uma diversidade de relações sociais digna de ser debatida pela ciência.


08. Historiografia contemporânea e história das religiões: fronteiras

Prof.Dr. João Marcos Leitão Santos
UFCG – Universidade Federal de Campina Grande
Prof.Ms. Elza Silva Cardoso Soffiatti
Faculdades Claretiano
Doutoranda- UNESP/CAPES
Contato: tmejph@bol.com.br

A renovação historiográfica promovida a partir dos anos 20 do século passado, com a escola dos Analles trouxe a sobejamente conhecida mudança da reflexão e da prática historiográfica. Como não haveria de ser diferente, os “novos objetos, novos métodos, novas abordagens” incidiu sobre o estudo dos fenômenos religiosos. Todavia, sabidamente, a história das religiões também se constitui numa esfera marcada por especificidades, para as quais parece haver uma crescente advertência sobre o risco de mixagens epistemológicas, como por exemplo em Francisco Gomes, quando lembra que “o religioso é um objeto específico, não se pode dilui-lo numa história econômica ou social como acontecia nas décadas de 60 e 70 ou como ocorre, as vezes, na atualidade quando a história das mentalidades ou a história cultural têm ambição de englobar, sem mais, a História religiosa. (GOMES, 2002, p. 17). A proposta deste GT é discutir as relações entre a história das religiões, e outros modelos teóricos historiográficos adotados para o estudo das religiões.


09. Espiritismo, Filosofia e Ciência

Prof.Dr. Ozíris Borges Filho
UFTM – Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Prof.Dr. Adilson José de Assis
UFU - Universidade Federal de Uberlândia
Contatos: adilsonjassis@gmail.com e
oziris@oziris.pro.br

Desde a sistematização da Doutrina Espírita, na segunda metade do século XIX, pelo pedagogo francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, mais conhecido pelo seu pseudônimo de Allan Kardec, houve por parte deste a preocupação em articular a moral Espírita com a Filosofia e com a Ciência Moderna. O método de pesquisa utilizado por Allan Kardec a fim de investigar os fenômenos paranormais foi muito influenciado pelo empirismo, pelo ceticismo e pelo racionalismo, desaguando numa moral fortemente embasada na fé raciocinada. Neste contexto, este grupo de trabalho pretende criar um espaço de reflexão, discussão e troca de experiências entre aqueles que tentam articular de algum modo os aspectos religiosos, filosóficos e científicos do Espiritismo, no todo ou em parte. Também, serão bem vindos trabalhos que utilizam abordagens acadêmicas no estudo e compreensão de assuntos de interesse do Espiritismo.


10. Umbanda, Candomblé, Quimbanda, Macumba: as africanidades nas religiões e religiosidades brasileiras

Prof.Dr.Pedro Barbosa
IFTM - Instituto Federal do Triângulo Mineiro
Contato: pedrobarbosa@iftm.edu.br

Este Grupo de trabalho pretende articular e congregar pesquisas que versam sobre as religiões e religiosidades do Brasil fundamentadas em elementos da religiosidade africana, tais como a Umbanda, o Candomblé, a Quimbanda, a Macumba, entre outras ramificações. A longa história do processo da vinda dos escravos para o Brasil oriundos de diferentes espaços e tempos da África plasmou uma pluralidade e diversidade cultural indubitável, sobretudo no campo religioso.
Este GT tem como escopo, portanto, a análise e correlações dessas mais diversas manifestações e variações, as cosmologias, organizações, interpretações à luz da ordem social, as diferentes constituições e vertentes da Umbanda; a atuação dos chamados ‘povos de rua’ - os exus e pombas giras na Quimbanda; as generalidades e os vários cultos comumente designados como Macumba; as diversas caracterizações do Candomblé nas distintas regiões do país; entre outros temas e discussões pertinentes.


11. Religiões, violência estatal, proteção social e Direitos Humanos.

Prof.Dra.Lilian Marta Grisólio
UFG – Universidade Federal de Goiás e
CEHAL-PUCSP – Centro de Estudos
de História da América Latina.
Contato: limarta@uol.com.br

As evidências do distanciamento entre as declarações universais sobre direitos humanos e as práticas de sua violação nas mais diversas dinâmicas históricas, em que pese o grau de desenvolvimento tecnológico e de avanço nas ciências em geral atingido pela humanidade, têm suscitado inúmeros debates em todas as áreas. O pêndulo entre civilização e barbárie se faz presente, sendo observado desde a radicalidade da violação dos tratados internacionais nas guerras á impunidade das ações criminosas cometidas pelos mais distintos governos, ditatoriais e aqueles sob a égide de constitucionalidades democráticas. Observa-se também este pendular entre civilização e barbárie nas frequentes notícias sobre a violência social que atemoriza indivíduos, ou aquelas que relatam as manifestações de preconceitos étnico, raciais, religiosos, de gênero, culturais enfim.
E que papel tem cumprido as diferentes institucionalidades calcadas em preceitos religiosos nesse pêndulo de Foucault que oscila conforme a rotação da humanidade/desumanidade; solidariedade e indiferença, integração e esfacelamento? As mais diversas instituições têm demonstrado a face violenta, em nome da ordem, ou para preservar a propriedade privada, ou os interesses de poucos contra os da maioria, ou mesmo rejeitando os das minorias. Exemplos das criminalizações das demandas sociais por instituições, tais como as perseguições aos jovens em todo o mundo que expressam suas insatisfações nas praças públicas; as atrocidades cometidas pelo Estado ou a violência que acomete mais as periferias dos grandes centros.
As diversas religiões e igrejas cumprem um importante papel na defesa das minorias e dos marginalizados sociais e na denuncia contra as violações dos direitos humanos, temáticas incluídas neste GT. Consideramos que confrontar estudos que tratam desta pendular relação em distintas especificidades e particularidades ou que abordam tais temas com o intuito da objetivação da história poderá fortalecer as reflexões sobre as possibilidades do vir a ser, verdadeiramente, humano.


12. Estados Unidos: religião e sociedade

Daniel Rocha
Doutorando em História pela UFMG
Bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento
de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Contato: danielrochabh@yahoo.com.br

O objetivo deste GT é reunir pesquisadores que trabalham, a partir de diferenciadas abordagens e metodologias, as relações entre religião e sociedade na história dos Estados Unidos da América. Entre os temas que interessam diretamente à discussão podemos citar: polêmicas relativas às relações entre Igreja e Estado; relações entre cristianismo e identidade nacional; transformações na teologia e na prática do protestantismo norte-americano; diversidade e conflitos religiosos; polêmicas nas relações entre ciência e religião; religião e política; entre outros.


13. Cristianismos, política e espaço público

Prof.Dr. Sandro Amadeu Cerveira
UNIFAL – Universidade Federal de Alfenas
Prof.Dr. Wellington Teodoro da Silva
Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
Contato: sandroamadeu@yahoo.com.br

Esse Grupo de Trabalho acolhe trabalhos sobre as relações entre cristãos, espaço público e ideários/movimentos políticos. Interessa-se centralmente pelos processos de cristianização da política e/ou de politização do cristianismo. Nessa dinâmica hermenêutica, espera-se criar situação de debate acadêmico sobre os movimentos e ideias das esquerdas, direitas, reacionárias, conservadoras, progressistas e revolucionárias em suas configurações e reconfigurações. Parte-se do pressuposto de que o cristianismo é um relevante e constante interlocutor da cultura política em sua função precípua de estruturador do estar humano no mundo.


14. Religião e Arte

Prof. Dr. Cícero C. Bezerra
Prof. Dr. Joe Marçal G. Santos
Universidade Federal de Sergipe
Contato: joe.santos75@gmail.com

A proposta deste Grupo Temático é reunir pesquisas desenvolvidas no âmbito de estudos da religião e/ou em interface com a mesma, que abordem diferentes formas artísticas como mediações de experiência de sentido cujas implicações nos convidem a refletir sobre os modos de relação entre o estético, em sentido amplo, e o religioso. Tomamos como pressuposto que, em grande medida, as pesquisas no âmbito dos estudos da religião e áreas afins, que tematizam a arte em relação à religião, têm seu problema motivador de investigação associado a problemática do sagrado e do simbólico, justificando, assim, uma interlocução desde essa perspectiva. Para isso, os trabalhos deverão caracterizar especialmente seu objeto de análise, situando-o em relação à temática e evidenciando seus pressupostos teórico-metodológicos, levando em conta a possível e desejável composição interdisciplinar do Grupo.


15. Religiosidade e patrimônio cultural imaterial

Ms. Liliane Faria Corrêa Pinto
Doutoranda - CPDOC/FGV
Contato: mandraga@yahoo.com

A proposta deste GT é discutir como acontecem as relações entre as mais diversas formas de religiosidade e o patrimônio cultural de natureza imaterial. Entendemos aqui como patrimônio imaterial o conjunto dos bens intangíveis que se dispõem nas categorias lugares, personalidades, celebrações, ofícios, modos de fazer e formas de expressão que são construídos a partir dos processos identitários de manifestação da cultura e, em nosso caso, da fé religiosa e da religiosidade. Essas relações podem ser analisadas segundo dois aspectos principais: os registros governamentais do patrimônio imaterial, nas esferas municipal, estadual e federal, e suas consequências para aqueles que vivenciam aquela religiosidade e os estudos acerca dessas manifestações relativos à identidade cultural e às religiões. Nessa proposta cabem, então, pesquisas que analisam a relação do sagrado com o profano na diversidade cultural, especialmente, nos aspectos históricos, sociais e antropológicos, mas aceitaremos também trabalhos na área de políticas públicas de valorização do patrimônio cultural imaterial.


16. Gênero e Religião

Profa. Dra. Sandra Duarte de Souza
Profa. Dra. Naira Pinheiro dos Santos
Universidade Metodista de São Paulo
Contato: sanduarte@uol.com.br

A incorporação de gênero como categoria analítica nos estudos de religião é ainda recente. A resistência nesse campo de estudos é a mesma que se encontra em outras áreas de pesquisa, uma vez que os paradigmas científicos baseados em uma noção generificada do saber influenciam a escolha das fontes, dos interlocutores, do quadro teórico e do próprio objeto a ser pesquisado. O processo de produção do saber envolve relações de poder que se traduzem no estabelecimento de uma normatividade que tem raça/etnia, classe, idade e sexo, dentre outros. A invenção e reinvenção religiosa dos significados de gênero; o campo religioso entendido como campo de negociação de sentidos de gênero, demandam uma abordagem cuidadosa da socialização religiosa segundo o sexo e a sexualidade.
O GT acolherá propostas de comunicações que discutam aspectos teórico-metodológicos dos estudos de gênero e religião, bem como propostas que analisem os câmbios ou continuidades dos discursos e práticas religiosos acerca da moral sexual e das relações sociais de sexo num contexto de redefinição das identidades de gênero. São bem-vindas propostas que articulem gênero e religião na discussão da violência, seja ela doméstica, urbana, nas instituições religiosas, nas relações de trabalho; na discussão da diversidade sexual; da bioética; da laicidade; da política; da economia, dentre outros.


17. Evangélicos no Brasil: aspectos políticos e sociais

Prof. Ms. Adroaldo J. Silva Almeida
IFMA- Instituto Federal do Maranhão
Doutorando em História – UFF
Bolsista PROQUALIS/IFMA
Contato: adroaldo@ifma.edu.br

A atuação política de evangélicos, seja na forma político-partidária seja no engajamento com movimentos sociais, tem sido objeto de estudo recente entre pesquisadores do(s) protestantismo(s) brasileiro(s), sobretudo entre historiadores. Entretanto, a abertura de arquivos públicos e privados, vinculados ou não a denominações evangélicas, tem contribuído para o crescimento de pesquisas voltadas para o tema. De modo que esse GT propõe ser um espaço de discussão sobre a participação de evangélicos na política brasileira, nos movimentos sociais, bem como a atuação de intelectuais e lideranças religiosas evangélicas no cenário nacional.


18. Evangélicos e Cultura Escolar no Brasil

Prof. Dr. Vasni de Almeida
UFT - Universidade Federal de Tocantis
Contato: vasnialmeida@uft.edu.br

Os cristãos denominados evangélicos estabeleceram definitivamente o seu campo religioso no Brasil a partir de 1810, com a chegada dos anglicanos e luteranos. No decorrer do século vieram os congregacionais, os presbiterianos, os metodistas e outros dentre as igrejas consideradas históricas ou tradicionais. Uma prática bastante comum entre essas igrejas, o que dava a elas pontos de convergência na interação com a sociedade brasileira, era a preocupação de missionários e missionárias em implantar escolas onde houvesse igrejas.
Na igreja, a conversão de almas; na escola, a busca de adesão ao projeto cultural e educacional dos evangélicos. Presbiterianos, batistas, metodistas, luteranos ganharam visibilidade na sociedade muito em função das escolas primárias, secundárias e superiores que organizaram no País. No século XX, assembleianos e adventistas também constituíram suas escolas. Uma cultura escolar diferenciada em relação às escolas públicas e confessionais católicas romanas foi sendo ofertada aos brasileiros. Cultura escolar aqui é entendida como práticas organizadas em um determinado período e local que não podem ser compreendidas somente pelo viés dos discursos dos sistemas educacionais.
Esse GT pretende debater as contribuições das igrejas do campo evangélico na constituição de saberes e práticas escolares que em muito influenciaram a sociedade brasileira.


19. Pentecostalismo e Pentecostalidades: o assembleísmo no Brasil

Prof. Dr. Lyndon de Araújo Santos
UFMA - Universidade Federal do Maranhão
Contato: lyndon@terra.com.br

O grupo de trabalho discutirá a pluralidade do pentecostalismo brasileiro desde a sua institucionalidade até a diversidade das experiências que a demarcam (pentecostalidades). Partindo da sua principal representante - a(s) Igreja(s) Assembleia(s) de Deus como matriz de muitos outros movimentos, igrejas e organizações - analisaremos segmentos que alcançaram significado e relevância no campo religioso brasileiro. A trajetória histórica, o crescimento numérico e a visibilidade nos campos da política e da cultura - tanto no cenário nacional como nos seus regionalismos e localismos - colocam as possibilidades para o avanço dos estudos e das abordagens históricas, sociológicas, antropológicas e das Ciências da Religião. Neste sentido, o lugar e a importância do assembleismo no Brasil proporcionam estudos e análises desde as relações de poder, a atuação no espaço público, as questões de gênero, os discursos, as práticas, as representações, as subjetividades, as fontes, as informações históricas, as memórias, as biografias. Discutir o assembleismo brasileiro remete ao debate sobre a própria sociedade tal como ela se constituiu no Brasil nas últimas décadas do século XX aos nossos dias. O GT se propõe, portanto, a continuar e a atualizar o debate sobre as pesquisas sobre os pentecostalismos no Brasil a partir da matriz assembleiana e suas variantes históricas e sociais.


20. A religião, novos e antigos contornos: repensando teorias, métodos e formas de classificação

Prof. Dr. Paulo Gracino Junior
IUPERJ – Instituto Universitário de
Pesquisas do Rio de Janeiro
Contato: paulogracino@iuperj.br

Recentemente, a religião tem sido fonte de inspiração tanto para novas formas de associativismo quanto de sectarismo. Enquanto na Europa cresce o número de islâmicos, nos países ao sul do Equador os grupos pentecostais arregimentam milhares de fiéis, fomentando transformações que evidenciam o imbricamento do campo religioso com a cultura moderna. Assiste-se a uma série de hibridações que vão dos movimentos de Nova Era aos pouco estudados “movimentos pentecostais gays”. Assim, se, por um lado, a persistência do discurso religioso levou teóricos a afinarem seus antigos instrumentos de pesquisa, por outro, lançou sobre este campo de estudos certa crise de paradigmas, fomentando trabalhos que não só propunham reformas, mas também que apregoavam a obsolescência do modelo da secularização.
É neste sentido que propomos este GT, que visa acolher contribuições que abordem: a) novas perspectivas sobre as teorias clássicas para o estudo da religião; b) novos aportes teóricos sobre o fenômeno religioso; b) reflexões metodológicas referentes às distintas escalas de análise do tema.


21. Igrejas inclusivas e o papel na busca pela igualdade: a luta contra a intolerância religiosa

Prof.Ms. Renan Antônio da Silva
Doutorando em Educação – UNESP – Rio Claro
Laboratório de Estudos em Políticas Públicas – LEPP
Contato: lepp@rc.unesp.br

Esse grupo temático tem por objetivo provocar a reflexão sobre as igrejas inclusivas (LGBTTT) no mundo e seus conflitos com as religiões tradicionais.
A emergência de grupos que discutem as relações entre religiões cristãs e homossexualidade só pode ser entendida dentro de condições sócio-históricas específicas. O público homoafetivo que por tanto tempo teve seus comportamentos tolhidos dentro do mundo espiritual, que englobam as Igrejas Protestantes Tradicionais, encontraram nas Igrejas Inclusivas, um local acolhedor e principalmente aberto à sua forma de viver e conviver com o Sagrado, entretanto isso não é tão simples. Dentre as Igrejas Inclusivas existem àquelas que de uma forma ou outra ainda reprimem certos comportamentos.
O grupo temático agregará trabalhos que reflitam sobre o assunto, visando o pensamento sobre sexualidade, preconceito, fé e inclusão dos homossexuais brasileiros em igrejas “diferenciadas”, criadas para um público visto como “diferenciado”, também, pensando nas religiões de matriz africana e kardecistas, que aceitam o “diferente”, e como essas igrejas podem ajudar na transformação social das pessoas nela inseridas e também na luta contra a intolerância religiosa.


22. Religião e modernidade: Interfaces

Prof. Dr. Eduardo Gusmão de Quadros
UEG – Universidade Estadual de Goiás
Prof. Dr. Alberto Silva Moreira
PUC-GO – Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Contato: eduardo.hgs@hotmail.com

Este Grupo Temático está voltado para as complexas relações entre a esfera religiosa e a construção da modernidade. Como se sabe, autores clássicos a exemplo de Marx, Freud e Weber acreditavam na progressiva decadência das crenças religiosas na constituição do mundo moderno. Os chamados teóricos da secularização, durante os anos sessenta do século passado, reforçaram tal perspectiva, tendo esse paradigma interpretativo predominado até a década de oitenta. Percebeu-se, então, que a modernidade, longe de ser contrária à religiosidade, vem produzindo formas religiosas específicas. Pretende-se averiguar tais mudanças e compará-las através das pesquisas contextuais ou de reflexões teóricas acerca dos possíveis intercâmbios entre a religião e a modernidade. Damos ênfase especial aos temas da individuação das crenças, da laicidade e secularização e da interface entre as globalizações e o campo religioso brasileiro.


23. Religião, Religiosidade e Poder no Brasil Imperial

Prof. Dr. Ítalo Domingos Santirocchi
UFMA – Universidade Federal do Maranhão
Contato: italosantirocchi@hotmail.com

O GT propõe discutir as pesquisas sobre as complexas relações entre a esfera religiosa e o poder no Brasil imperial. Neste período, no qual vigorou a união entre Igreja e Estado, desenvolveu-se uma intricada trama de relações entre as várias expressões religiosas presentes no território nacional, o Estado Imperial, os partidos políticos e outras associações secretas ou não. Mesmo a Igreja Católica, considerada a religião oficial, possuía no seu interior interpretações diferentes sobre sua relação com o poder estatal e com as outras expressões religiosas cristãs ou não. Exemplos dessas diferenças foram os movimentos do Liberalismo eclesiástico e do Ultramontanismo. Neste ambiente se desenvolveram várias religiões e práticas religiosas ligadas às tradições européias, africanas, indígenas e orientais. As relações entre elas nem sempre foram pacíficas, nascendo também alguns conflitos violentos, como a Revolta do Malês (islâmica) e a Revolta dos Muckers (protestante). O GT está aberto a todas as pesquisas sobre estes temas no Período Imperial.


24. Marketing, espetáculo, ciberespaço e ciborguismos identitários: Trânsitos e relações sócio-técnicas online e off-line

Ms. Eduardo Meinberg de Albuquerque Maranhão Fo
Doutorando em História Social - USP
Contato: edumeinberg@gmail.com

A paisagem social contemporânea pode ser descrita como forma(ta)da por múltiplas formas subjetivas, coletivas e institucionais de identificações, expressões e re(a)presentações. Ao mesmo tempo, as diversas (bri)colagens possíveis de (re)produção podem encontrar no ciberespaço espaço estimulante de (des)envolvimento. O ciber, proporcionador de relações entre humanos/as e entre humanos/as e máquinas, é ambiente de experiências devocionais, agenciamentos e deslocamentos identitários, resistências, conservadorismos, (in)tolerâncias, diversidades e fundamentalismos – como o é o espaço off-line.
O GT acolherá vivências relacionadas a religiões/religiosidades, tanto em suas formas online como off-line, a partir de dois temas geradores: trânsitos e hibridismos religiosos contemporâneos; relações sócio-técnicas entre humanos/as e mídia, marketing, espetáculo e ciberespaço. Tais temas, por sua vez, podem se relacionar a diversos outros, especialmente gênero, sexualidade, corpo, música e espetáculo. Sejam bem-vindas/os.


25. “Edificando para Deus”: a arquitetura do sagrado nas suas diferentes manifestações

Prof. Dr. João Henrique dos Santos
UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro
Contato: santosjh@uol.com.br

Ao longo de sua história, o homem construiu muito mais para Deus do que para si próprio. As construções religiosas, desde os menires sagrados aos grandes templos contemporâneos, para muito além do testemunho da fé, são marcos arquitetônicos referenciais sobre o modo de perceber a maneira pela qual se deveria edificar a Casa do Senhor sobre a terra, muitas vezes, espelho da morada que o homem deseja para si próprio na eternidade. Desta forma, a presente proposta de GT visa a aprofundar a troca de experiências e percepções sobre essa importante temática na História das Religiões, buscando acolher todas as propostas de comunicações sobre a temática da arte e arquitetura religiosas, que abranjam todas as manifestações religiosas, da Antiguidade à contemporaneidade, de qualquer matriz religiosa. Valorizar-se-ão, de modo especial, as comunicações sobre a Arquitetura Religiosa no Brasil.


26. História, Política e Religião na América Latina

Prof.Dr. Leandro Pereira Gonçalves
PPGH/PUCRS – Pontifícia Universidade
Católica do Rio Grande do Sul
Profa.Ms. Letícia Araújo Brandão
Instituto Federal do Sudeste Mineiro
Campus Barbacena
Contato: leticia_abrandao@hotmail.com

Em sua Crítica à Filosofia de Hegel, Karl Marx postulou a máxima de que “a religião éo ópio do povo”. Assim, durante muito tempo os marxistas ortodoxos consideravam o fenômeno religioso como um princípio de evasão (porque desvia os homens de suas tarefas na terra para a projeção de um mundo futuro) e divisão (porque conduz o operariado à passividade e legitima a exploração de uma classe pela outra). Se percebida de fato sob essa perspectiva, a religião atua como um obstáculo ao projeto de construção da unidade social na terra, principal objetivo do ideário marxista. Sua recusa, portanto, foi tomada como um dos principais pilares do socialismo europeu dos séculos XIX e XX.A situação política e religiosa da América Latina a partir da década de 1960, no entanto, impõe novas questões no que se refere à relação existente entre marxismo e religião.
Nesse período, a Teologia da Libertação surge não apenas como uma resposta teológica aos problemas do continente, mas também como uma resposta histórica concreta. Ela, assim, confere aos cristãos um novo modelo de atuação prática para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, tendo como método de compressão da realidade latino-americana alguns dos postulados marxistas. Embora inicialmente negligenciado por grande parte dos pesquisadores que seguem essa linha teórica, o lugar da religião enquanto fenômeno social e político tem atualmente suscitado acalorados debates na historiografia latino-americana, especialmente a partir da década de 60, com o desenvolvimento da Teologia da Libertação.
A partir de então, alguns teólogos e teóricos do marxismo passaram a reivindicar uma revisão da máxima que imputava ao fenômeno religioso o papel alienante de “ópio do povo” para, então, concebê-lo (em alguns momentos históricos e circunstâncias específicas) como um possível elemento libertador da humanidade. É nesse contexto, portanto, que se inserem os debates que esse GT propõe.


27. Religião e Religiosidade na Amazônia

Prof. Ms. Marcos Vinicius de Freitas Reis
UNIFAP – Universidade Federal do Amapá
Contato: marcosvinicius5@yahoo.com.br

Ao olharmos para o campo religioso da região Amazônica percebemos fortíssima concorrência religiosa e a presença de diversas instituições religiosas. Lideranças religiosas têm atuado na Amazônia no intuito de influenciar nas questões políticas, econômicas, sociais e culturais. Isto é, tais manifestações religiosas trabalham com o objetivo de influenciar a organização do espaço público amazônico. A proposta do Grupo de Trabalho centra-se no debate e reflexão sobre as práticas religiosas no contexto amazônico. Os trabalhos apresentados devem enfatizar os aspectos fundamentais das religiões que estão analisando com ênfase naquelas secularmente praticadas por povos e comunidades tradicionais, e pela população como um todo. O objetivo do Grupo de Trabalho é concentrar trabalhos que permitam ampliar a visão sobre as religiões que tem sido praticadas na Amazônia.


28. Religiosos e leigos no Brasil: espaços, estratégias e práticas sociais no interior da Igreja Católica

Profa. Dra. Mabel Salgado Pereira
PUC Minas – Pontifícia Universidade
Católica de Minas Gerais - CES/UFJF
Prof. Ms.Diego Omar da Silveira – UEA
Doutorando em História - UFMG
Contato: mabelpereira@pucminas.cesjf.br

Ao longo das últimas décadas intensas transformações no catolicismo brasileiro têm sinalizado para um duplo movimento de renovação. Em primeiro lugar, reorganizam-se os ambientes de vida consagrada e vão se estabelecendo novas maneiras pelas quais sujeitos e grupos leigos ou religiosos professam e experienciam sua fé. Em segundo lugar, na historiografia e nas ciências sociais, novas fontes e novos métodos e abordagens dão origem a pesquisas que, cada vez mais, revelam religiões e instituições em movimento, em processos que conjugam permanências seculares e constantes reinvenções dos espaços, estratégias e práticas sociais.
O presente grupo de trabalho pretende dialogar com pesquisadores que tem nos religiosos e nos leigos seus objetos de estudo, analisando-os como agentes prioritários no campo religioso na modernidade, portanto, entre os séculos XVI e XXI. Pretende-se abordar de maneira multidisciplinar a trajetória das diferentes congregações religiosas (masculinas e femininas) no Brasil, sua relação com a hierarquia da Igreja e com o Estado, assim como com grupos de leigos católicos ou protestantes, seus conflitos internos, os campos de atuação, as transformações no carisma original e as relações que estabeleceram com diferentes culturas locais.
No que tange as organizações leigas, acolheremos trabalhos que discutam as formas de participação do laicato no interior da instituição, os modelos associativos e as práticas festivas que expressam diferentes religiosidades e que têm variado no tempo e no espaço. Também receberão enfoque privilegiado as sociabilidades intelectuais e as modalidades de relação entre lideranças leigas com o poder espiritual e temporal.


29. Religião e juventude

Prof. Dr. Emerson Sena da Silveira
UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora
Contato: emerson.pesquisa@gmail.com

Os desafios interpretativos colocados pela crescente pluralidade de crenças, comportamentos, uso de símbolos e linguagens convidam a novas formas de abordagens que indiquem alternativas compreensivas do fenômeno religioso entre a juventude. Dessa forma, é fundamental investigar os discursos, as experiências, os grupos, os símbolos ligados aos jovens e que se encontram dispersos em variados ambientes, sejam eles virtuais (redes sociais), urbanos, rurais, estéticos, políticos, lúdicos e outros. Essa presença da juventude e suas articulações com o religioso impactam tanto o espaço público, quanto o campo e o mercado religioso. Abrindo-se para contribuições das mais variadas linhagens epistemológicas, bem como para a pluralidade de estudos empíricos e/ou teóricos das mais variadas religiosidades vividas no Brasil contemporâneo, este grupo pretende ser um espaço de debates e reflexões afinadas com a temática da mobilidade religiosa e novas linguagens.
Assim, das inúmeras questões a guiar este Fórum Temático, podemos destacar estas: quais as narrativas, símbolos e vivências de fé a juventude brasileira lança mão? Em quais espaços essas narrativas, símbolos e crenças se manifestam? Como a juventude, em suas mais diversas manifestações religiosas, se posiciona diante dos desafios ambientais, políticos, econômicos, educacionais e econômicos de uma sociedade moderna plural? A partir dessas questões, acolhem-se estudos e pesquisas que contribuam para uma maior compreensão dos fenômenos em questão.


30. Religiões afro-brasileiras

Prof. Dr. Antônio Alvimar Souza
Profa. Ms Cristina Borges
UNIMONTES – Universidade Estadual de Montes Claros
Contato: cristinaborgesgirasol@gmail.com

A proposta deste grupo de trabalho é discutir e analisar a presença regional das religiões afro-brasileiras considerando singularidades, especificidades e mudanças provocadas pela mundialização. Pretende-se através do diálogo identificar em seus diversos ritos, rituais, mitos, práticas e símbolos, as possíveis particularidades que denunciam aproximações e distanciamentos com outras religiões e as influências do contexto sócio-histórico cultural. Busca-se neste Grupo de Trabalho estabelecer interlocução entre cientistas das religiões, antropólogos, sociólogos, historiadores e demais pesquisadores das Ciências Humanas, a fim de integrar estudos e pesquisas para desvelamentos das tradições afro-brasileiras, considerando sua condição marginal na sociedade e, não ignorando construções de narrativas e símbolos como forma de superação da marginalidade. Espera-se também contribuir para a interpretação deste fenômeno religioso refletindo à luz de epistemologias e teorias, bem como suas aplicações.


31. Senso religioso contemporâneo e espiritualidades não religiosas

Prof.Dr. Flávio Augusto Senra Ribeiro
PUC Minas – Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
Prof.Ms. Fabiano Victor de Oliveira Campos
UFJF – Universidade Federal de Juiz de Fora
Contato: flaviosenra@pucminas.br

O GT acolherá trabalhos que favoreçam a compreensão sobre os impactos da cultura contemporânea sobre as práticas religiosas no contexto brasileiro. Há um particular interesse no debate sobre as transformações decorrentes da fragmentação dos discursos hegemônicos, da emergência da subjetividade como instância definidora do valor do conteúdo religioso e da proeminência da lógica dos afetos na forma de expressão das práticas religiosas. Além disso, serão bem acolhidos os trabalhos que abordem tanto pesquisas teóricas quanto empíricas sobre a difusão de espiritualidades não religiosas. Neste caso, interessam os estudos que caracterizem e/ou analisem espiritualidades que não manifestam vínculos com instituições, crenças específicas ou associação a uma tradição religiosa peculiar.


32. Teologia da Libertação e Movimentos Sociais

Prof. Dr. Flávio Munhoz Sofiati
Prof. Ms. Rodrigo Augusto Leão Camilo
UFG - Universidade Federal de Goiás
Contato: sofiati@gmail.com

Este GT tem como intuito discutir os aspectos teóricos, históricos e conceituais dos movimentos sociorreligiosos articulados em torno da Teologia da Libertação. Por suas implicações políticas e sociais, a TL influenciou diversos movimentos sociais no Brasil, situação que abre a possibilidade de refletirmos como o fenômeno religioso pode interferir em prol de mudanças na sociedade. Portanto, comunicações que versem sobre a Teologia da Libertação e a relação entre religião e movimentos sociais são esperadas para este GT.


33. Religião e sociedade – contribuições para uma teologia pública a partir de Dietrich Bonhoeffer

Prof. Dr. Carlos Caldas
FAJE – Faculdade Jesuíta
Contato: profcaldas@uol.com.br

A religião tanto pode ser um fator de alienação social, incentivo ao adesismo acrítico ao status quo vigente e escapismo como pode ser um fator de incentivo ao e promoção de consciência solidária e cidadã. Dietrich Bonhoeffer (1906-1945), pastor e teólogo luterano alemão, um dos mais respeitados do século XX, especialmente em suas obras Ética e Resistência e submissão, contribuiu muito para a compreensão da vivência cristã como sendo não apenas de reprodução de dogmas e conceitos abstratos, mas uma de serviço ao próximo e de uma ética de responsabilidade. Neste sentido, o pensamento de Bonhoeffer se mostra apropriado para diálogo com pensadores contemporâneos como por exemplo, Emanuel Levinas. O presente GT visa incentivar trabalhos que, a partir do pensamento de Bonhoeffer apresentem trabalhos na perspectiva da interface entre religião e ética social.


34. Religião e filosofia

Prof. Dr. Frederico Pieper
Prof. Dr. Jonas Ross
UFJF – Universidade Federal de Juiz de Fora
Contato: jonas.roos@yahoo.com.br

O GT Religião e filosofia se propõe a discutir reflexões em filosofia da religião, tanto aquelas elaboradas de forma sistemática como aquelas que possuam por objeto a história do pensamento. Os trabalhos devem conter abordagens de caráter filosófico sobre o fenômeno religioso, incluindo temas como a questão de Deus, ateísmo, liberdade, mal, racionalidade da crença religiosa, religião e espaço público, secularização, relação entre religião e ciência, dentre outros temas afins. O GT busca contemplar múltiplas perspectivas e métodos de reflexão (histórico, estrutural, analítico, fenomenológico, hermenêutico, etc.), a fim de promover diálogo das diferentes tendências da história da filosofia em torno de questões centrais para se pensar o fenômeno religioso.


35. História dos espaços religiosos

Prof. Sérgio Gonçalves de Amorim
PUC-SP – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Ms. Antonio Carlos da Rosa Silva Junior
Doutorando em Ciência da Religião - UFJF
Contato: acarlos_juridico@yahoo.com.br

Este GT é dedicado a pesquisas que discutam as complexas temáticas das relações entre religião e espaço, desde que uma história da materialidade religiosa, e de seus significados no contexto de outras materialidades, permite compreender o “lugar da religião” em uma dada sociedade. Os espaços religiosos fomentam uma determinada cidadania, em um percurso histórico específico, indicando o “lugar da fé” em um correlato sistema político.
A religião promove seus espaços religiosos produzindo mitos, ritos, literaturas, músicas, liturgias, templos, santuários; daí a proximidade do espaço religioso com a palavra, a arquitetura, a cidade e o ambiente. Uma história dos espaços religiosos deve contemplar não apenas estes componentes espaciais em suas relações com a religião em seus aspectos doutrinários, mas permitir compreender os espaços religiosos no contexto de outros espaços, como o da política, da cidade, da produção e consumo de mercadorias, da casa, da escola, do hospital, do presídio, entre outros.


36. Pentecostalização / Renovação do Protestantismo Histórico

Prof.Dr.José Rômulo de Magalhães Filho
Centro Universitário Jorge Amado (UNIJORGE)
Contato: jrmf.pro@gmail.com

O protestantismo histórico passou por um período de forte influência pentecostal, entre as décadas de 50 e 70 do século XX, de onde surgiram denominações evangélicas que se autodenominam “renovadas”. Esta renovação levou algumas denominações históricas há fecharem-se para qualquer tipo de expressão pentecostalizante durante algum tempo. Entretanto, com o crescimento da igreja evangélica no Brasil especialmente entre os grupos pentecostais, este processo de renovação tem sido inevitável. O objetivo deste GT é discutir os motivos que levaram igrejas históricas a abrirem-se ao movimento de renovação carismática; bem como avaliar este processo de renovação na atual situação do protestantismo brasileiro; e abrir o espaço para discussão e estudo sobre as igrejas renovadas que surgiram no seio das igrejas históricas no Brasil e na América Latina.


37. Religião e Relações Internacionais (R.I.)

Doutoranda Patrícia Simone do Prado
PUC Minas – Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
Me. Adnan Abdallah El Sayed
UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Me. Guilherme Di Lorenzo Pires
Contato: ppsprado@hotmail.com

A conjuntura atual nos revela um mundo que se constrói e reconstrói a partir de elementos que intercambiam entre os âmbitos públicos e privados, levando a questionamentos como o de até que ponto realmente a religião encontra-se separada do Estado. Mesmo em Estados laicos é possível perceber como essa entra na disputa pelo espaço público social ao tornar-se mediadora dos que buscam um sentido de pertença. A religião, assim, torna-se um elemento catalizante de identidade étnica, por isso pode-se pensar que a religião atua como um agente político e como tal estará em uma disputa constante com outros agentes sociais. Nesse sentido, é que se pode dizer da religião como ideológica que ao agregar indivíduos sobre a base de um determinado ethos altera não apenas sua forma de pensar a vida, mas de viver a vida coletiva. O questionamento sobre a linha tênue entre Religião e Estado não se restringe apenas a observação de determinadas proibições dentro de um espaço doméstico, como por exemplo, a Lei francesa sobre o uso do véu em espaços públicos, mas antes, as observações perpassam por espaços e temas além-fronteiras, como a da internacionalização do terror que, transvestida de religião, influencia nas decisões tanto nacionais como internacionais, entre outras. O GT Religião e R.I. têm como objetivo desenvolver o intercâmbio entre essas duas áreas de conhecimento, Religião e Relações Internacionais, a fim de compreender alguns fenômenos que ocorrem nos âmbitos nacional e internacional e que estão direta ou indiretamente ligados a questão religiosa. O GT tem o caráter interdisciplinar e espera receber propostas de pesquisadores interessados em discutir as relações entre religião e os diversos campos que constituem as Relações Internacionais.


38. Orixás, entidades e espíritos: trânsitos, tensões e conflitos sob o olhar da História e da Antropologia.

Prof.Dr.Roberto Mauro Cortez Motta
PPGA UFPE – Universidade Federal de Pernambuco
Prof.Dr.Ivaldo Marciano de França Lima
UNEB /DEDCII
Contatos: rmotta@elogica.com.br e
ivaldomarciano@yahoo.com.br

Na historiografia e na etnografia as religiões praticadas em templos geralmente denominados terreiros, receberam várias designações ao longo do século XX. Candomblé, xangô, umbanda, jurema, terecô, tambor de mina, batuque, passando por termos pejorativos como macumba e catimbó.
Primeiramente nos interrogamos se estas religiões podem ser definidas por um só conceito, sendo urgente enfrentar a discussão sobre os dilemas que se tem enfrentado para conceituá-las. Este GT objetiva proporcionar uma reflexão sobre como os estudiosos (sobretudo historiadores e antropólogos) tem se debruçado sobre estas religiões, além de buscar entender sobre os motivos que os levaram, em um primeiro momento, a aceitar designações de caráter depreciativo.
Por outro lado, perguntamos se conceitos como “religiões de matriz africana” ou “afro-brasileiras” têm conseguido abarcar a diversidade e complexidade de práticas existentes nos terreiros. Desejamos também encetar uma discussão a respeito do fenômeno da composição religiosa, definido em muitos momentos da historiografia como sincretismo, transculturação e hibridismo. É fundamental que as práticas possam ser confrontadas com o trabalho de designação das mesmas para sabermos até que ponto nossas escolhas têm marcado a direção dos estudos sobre as religiões praticadas nos terreiros brasileiros.
Nosso GT terá, portanto, entre os seus objetivos, a discussão em torno da própria história da pesquisa sobre estas religiões nos campos da História e da Antropologia. Daí deverão surgir novas redes de trabalho interdisciplinar, dando origem a novas respostas aos desafios conceituais, teóricos e metodológicos que têm se levantado em torno destas religiões, muito correntemente praticadas mas que, de acordo com os dados censitários, passariam atualmente por um processo de invisibilização.


39. Religião Educação e Sociedade

Prof.Dra. Marilia de Franceschi Neto Domingos
UNILAB (CE) - Universidade da Integração
Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira
Prof.Dr. Eulálio Avelino Pereira Figueira
PUC – SP - Pontifícia Universidade Católica – São Paulo
Contatos: efigueira@pucsp.br e marilia@unilab.edu.br

A religião tem se apresentado como assunto que vem despontando interesses e olhares os mais variados e controversos. Em suas fronteiras carrega elementos que devem ser observados para que a compreensão e transformação das práticas e conduções da vida, políticas ou educacionais, apresentadas como plataformas para a ordenação e direção das relações humanas com seu entorno (natureza, transcendência, alteridade), constituam marcos de relações entre povos e civilizações.
Propomos este simpósio para debate e aproximação entre pesquisadores que estudam as práticas cotidianas que explicitam a experiência religiosa e que nesta relação das humanidades com as sociedades, observam a religião como produtora de processos de transformação e fortalecimento das relações humanas em seu esforço de construção de mundos novos. A religião enquanto processo social alberga uma dimensão pragmática de resposta dos indivíduos no seu cotidiano diante da emergência de produção de sentidos da vida. A Religião como processo de educação reclama esforços a serem travados além da velha discussão de domínio confessional.

Uma postura pedagógica diante da religião será a alternativa para a relação Espiritualidade e Identidade. Este Simpósio Temático destina-se aos estudos e pesquisas que tendo como seu objeto a educação (o Ensino Religioso), práticas sociais (a religião como recurso político) e experiências pessoais (mística, estudos com grupos marginais, etc.) sistematicamente pretende constituir-se referência neste campo de problemas: Onde a referência da experiência do conhecimento religioso se constitui fronteira.


40. História, Missões e Cultura.

Profa.Dra. Eliane Moura
Unicamp – Universidade Estadual de Campinas
Ms. Sergio Willian de Oliveira
Contato: elmoura@unicamp.br

A história das relações culturais possui grande parcela de sua grandeza na história das práticas missionárias. Tais práticas puseram frente a frente as mais variadas visões de mundo e amplificaram as noções de alteridades, de transculturação e de mediações culturais. O próprio termo “missão” é deveras significativo na medida em que reveste aqueles que tomam parte dela como um paradigma ontológico, isto é, o estar no mundo ganha uma conotação de prática sagrada. O ensejo do missionário pela transformação do ‘outro’ em nome de si ganha tons dramáticos ao passo em que o próprio ser missionário e o modo de ver a missão também se transformam ao longo do processo.
O ST pretende receber comunicações sobre os seguintes temas: 1. Questões teóricas e metodológicas sobre história cultural das missões; 2. Missões e questões de gênero; 3. Missionarismos, colonialismos e cristianização; 4. Diálogos religiosos missionários na América Luso-espanhola; 5. História das teologias proselitistas e da construção de crenças, devoções e discursos religiosos nas sociedades modernas, pluralistas, cristãs, não-cristãs e multiculturais.


41. Religião e Ciência, tensão, diálogo e experimentações

Prof.Dra.Leila Marrach Basto de Albuquerque
Departamento de Educação Física e do
Programa de Pós-Graduação em
Motricidade Humana, da UNESP – Rio Claro
Prof.Dr.Carlos Eduardo Marotta Peters
Centro Universitário Toledo de
Araçatuba e da Faculdade Metodista de Birigui
Contato: leilamarrach@uol.com.br

A ciência e a religião são os dois grandes sistemas de organização do pensamento no ocidente moderno responsáveis por conferir sentido às experiências humanas. São interpretações do mundo em disputa pela hegemonia das definições de verdade desde o Renascimento, quando a religião começou a perder seu espaço para dar lugar à visão de mundo científica. A circunstância histórica do pós-guerra trouxe uma nova configuração para este jogo de forças, deslegitimando versões científicas da realidade e estimulando a busca de novos fundamentos do conhecimento para explicar o homem e o mundo.
Neste processo, as religiosidades passaram a desempenhar papel destacado. A abordagem da história da ciência proposta neste GT se fundamenta nas novas leituras da História Cultural, linha multifacetada e plural que abandonou o viés evolucionista-positivista e problematizou a ciência como discurso e como veículo para o exercício do poder na modernidade. Assim, pretende-se discutir os limites históricos dos hábitos científicos, ditos universais, considerando os acontecimentos da segunda metade do século XX: o processo de descolonização do pós-guerra, a devastação ambiental, a desintegração de laços de solidariedade tradicionais, o esgarçamento dos compromissos institucionais, a tecnocracia, os usos e abusos do conhecimento científico e suas alianças poderosas que abalaram aquela filosofia da história que via, na idéia de progresso, a legitimidade da modernização do mundo. Vários movimentos sociais deram voz a esse mal-estar: ambientalismo, pacifismo, direitos civis, contracultura e naturalismo investiram contra o pensamento monolítico da ciência e abriram caminho para outras vozes interessadas na instalação de outras narrativas.
As religiosidades têm se apresentado como forte alternativa neste esforço. A construção de um novo mapa da realidade para esses tempos de desassossego espera passar a limpo, mais uma vez, o homem e o mundo, a cultura e a natureza, o corpo e a mente, a essência e a aparência, o espírito e a matéria, o oriente e o ocidente. Porém, ressalte-se, muitas vezes fora das igrejas que agora estão esvaziadas. Embora seja esta uma tarefa coletiva é, ainda, dissensual e, portanto, criativa, experimental e até explosiva. Utopia e distopia.
Enfim, esperamos acolher estudos que abordem esta questão e sugerimos alguns caminhos como: Ciência ou ciências. As religiões e a cientização da vida. Movimentos contraculturais e a Nova Era. A ciência e as tradições religiosas do oriente. Os novos paradigmas. Os holismos. As narrativas religiosas e a ciência pós-moderna. O reencantamento da ciência. Misticismo ecológico. Religião e etno-ciências. Vitalismo, curas religiosas e medicinas não oficiais. Biologia: evolucionismo X criacionismo. Religião, ciência e alienismo. Religião, ciência e ética.


42. As Assembléias de Deus no campo religioso brasileiro

Ismael de Vasconcelos Ferreira
Mestre e Doutorando em
Ciência da Religião (UFJF). Bolsista Capes.
Maxwell Pinheiro Fajardo
Mestre em Ciência da Religião (UMESP) e
Doutorando em História (UNESP).
Elio Roberto Pinto Santiago Filho
Mestre e Doutorando em Ciência da Religião (UFJF).
Contatos: ismaelvasconcelos@yahoo.com.br.
max.fajardo@yahoo.com.br e eliosemaga@hotmail.com

max.fajardo@yahoo.com.br e eliosemaga@hotmail.com Plurais e multifacetadas, as Assembleias de Deus constituem hoje um importante tema a ser estudado e discutido pela academia, sejam quais forem as disciplinas. Ao longo dos seus cem anos, esta denominação cresceu e se disseminou pelos quatro cantos do Brasil, causando interpelações sociais, culturais e religiosas, tornando-se a principal representante do pentecostalismo brasileiro, responsável, inclusive, pela sua maior representatividade no país, de acordo com as contagens oficiais. Mas, para que se mantivesse atuante no disputado campo religioso brasileiro, ela precisou se reinventar, modernizando sua prática e assumindo características que a tornaram mais plausível para os seus fiéis frequentadores e mesmo para a sociedade secularizada. Evidentemente, ela ainda guarda aspectos característicos de sua identidade pentecostal clássica (sua teologia e espiritualidade, por exemplo), mas não é possível vê-la como uma instituição monolítica, daí a utilização do plural para referir-se a ela (Assembleias). Assim, este grupo de trabalho deseja reunir pesquisadores que vêm atualmente desenvolvendo estudos sobre esta denominação religiosa, notadamente ressaltando sua significativa incursão no campo religioso brasileiro.


43. Budismo, História e Filosofia

Prof. Dr. Deyve Redyson
UFPB – Universidade Federal da Paraíba
Contato: dredyson@gmail.com

Este grupo de trabalho tem como objetivo desenvolver e apresentar trabalhos acadêmicos que apontem e valorizem a interface das pesquisas entre budismo e filosofia, estabelecendo, assim, uma relação entre os aspectos filosóficos e históricos das diversas tradições e linhagens do budismo enquanto manifestações religiosas e doutrinais, destacando-se, por exemplo, a relação entre budismo e a história, a recepção ocidental do budismo, budismo e gênero, budismo e violência, budismo e filosofia ocidental contemporânea em suas várias dimensões, budismo e meio-ambiente, budismo e o corpo, budismo e diálogo inter-religioso etc. Os trabalhos aqui apresentados poderão versar sobre quaisquer das tradições budistas, desde o Theravada, passando pelas inúmeras vertentes do Mahayana, como o budismo da Terra Pura, o Zen, o Shingon, o budismo tibetano e outras correntes do largo espectro das tradições budistas, desde que ancoradas nas múltiplas questões suscitadas pelo mundo contemporâneo.


44. Romantismo e Mística

Prof. Dr. Manoel Moraes Ribeiro Junior (UEPA)
Prof. Dr. Romero Venâncio (UFSE)
Prof. Ms. Fábio Py Murta de Almeida (Fabat)
Contato: pymurta@gmail.com

O grupo de trabalho pretende tratar do desenvolvimento entre o romantismo e a mística a partir do pano de fundo da modernidade. Interessam a interseção entre ambas correntes a partir da judaização e da cristianização no devir histórico. Assim, no intenso processo hermenêutico do romantismo e da mística, enraizado nas plataformas judaico-cristãs, espera-se receber trabalhos que explorem os movimentos e suas ideias diante das configurações e reconfigurações. Trata-se de um esforço de pensar o romantismo e a mística por seus autores a fim de estipulá-los como construtores de sentido do humano nas diferentes expressões de aspecto político-social.


45. Cristianismos orientais: religião, cultura e sociedade

Prof. Dr. Alfredo Bronzato da Costa Cruz (FSB-RJ)
Prof. Ms. João Vicente de Medeiros Publio Dias
Prof. Ms. Lucas Gesta Palmares Munhoz de Paiva (FAECAD)
Contato: bccruz.alfredo@gmail.com

Em artigo publicado em português há mais de quatro décadas, o historiador italiano Giuseppe Alberigo chamou a atenção para o clamoroso, macroscópico privilégio, suposto em toda a historiografia sobre o cristianismo composta por ocidentais, do Ocidente sobre o Oriente. Essa abordagem, fruto inconsciente ou pouco refletido de antigas hostilidades teológicas, reforça o mito do cristianismo como uma experiência essencialmente vinculada às vicissitudes históricas das sociedades de matriz europeia – ideia que representa uma grave distorção dos padrões de crescimento deste movimento ao longo de sua trajetória histórica, em especial durante o seu primeiro milênio de existência. É de tal atitude que depende a ignorância ainda crassa que os estudos acadêmicos correntes, e toda nossa cultura de um modo geral, demonstram quanto à experiência cristã vivida de acordo com enquadramentos culturais não ocidentais – e, por isso, também quanto às causas remotas que tantos fenômenos e processos do Ocidente têm justamente na história dos cristianismos orientais. Em função das agitações políticas e religiosas da Ásia e da África contemporâneas, assim como de uma diáspora crescente, as vertentes não ocidentais do cristianismo interpelam os estudiosos deste movimento religioso a questionarem os seus pressupostos e redimensionarem seus estudos em uma perspectiva multicultural. Assim sendo, o GT se propõe a ser um espaço para a realização deste exercício, acolhendo estudos sobre a história, a antropologia, o pensamento teológico, as práticas rituais, a arte religiosa, a missionariedade e a atuação social das novas e velhas igrejas cristãs instaladas no mundo não ocidental, com ênfase especial nos estudos sobre o cristianismo bizantino, siríaco, copta e etíope. Acolhe também trabalhos sobre a diáspora destas comunidades, sobre as experiências de contato e de conflito entre estas igrejas e os cristianismos de matriz ocidental, e sobre o diálogo e confronto inter-religioso.


46. Mística, Espiritualidade e Aspectos Sociais nas Religiões Orientais.

Prof. Dr. Arilson Oliveira
UFCG –Universidade Federal de Campina Grande
Pós-doutorando em Religião e Sociedade pela PUC-SP
Doutoranda Gisele Oliveira
Doutoranda em Letras pela
UNESP-Assis, bolsista FAPESP
Contatos: arilsonpaganus@yahoo.com.br e
gisele_usp@yahoo.com.br

O GT “Mística e Espiritualidade nas Religiões Orientais” busca como objetivo principal abordar/apresentar o contexto sócio-histórico (ética, visão de mundo, cosmologia, prática religiosa, embates políticos e econômicos e relações intelectuais ou filosóficas) daquelas que conceitual, histórica, geográfica ou praticamente (seja como uma “invenção” cognitiva, como diria Edward Said, seja como prática “real”) apresentam-se ou são apresentadas como de caráter oriental, tais como: Hinduísmo, Budismo, Xintoísmo, Confucionismo,Taoísmo, Islamismo etc., bem como as novas religiões de origem ou com aspectos orientais.E na busca de nossos objetivos (discutir o olhar do outro e sobre o outro), por conseguinte, abarcaremos quaisquer períodos históricos dessas religiões, seus possíveis encontros ou sincretismos, suas realizações, ritos,legados, diversidades, ações sociais e maneiras de ser, crer e não-crer.


47. Corpo, Culturas e Religião.

Prof.Dr. Amurabi Oliveira
UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina
Prof.Dr. Anaxsuell Fernando
Universidade Federal da Integração Latinoamericana
Contato: amurabi_cs@hotmail.com

Mauss (2003 [1935]) já apontara para como o corpo é modelado ante ao substrato social no qual os sujeitos se encontram, e um número cada vez maior de pesquisas apontam para o fato de que o corpo é uma falsa evidência, não é um dado inequívoco, mas o efeito de uma elaboração social e cultural (Le Breton, 2009). Esta constitui uma advertência de corte metodológico extremamente importante tanto que “’o corpo”’ é uma direção de investigação, não uma realidade em si” (LE BRETON, 2009, p. 34) advertência teórico-metodológica similar àquela posta por Csodas que sustenta que o que se deve estudar é a cultua através do ponto de vista do embodiment (1999, p. 147) e a de Lambek, que indica que o corpo é antropologicamente relevante sempre e quando o vincule a outras categorias tais como as de pessoa, eu etc. (1998, p. 104).
No mencionado possesso de elaboração social e cultual a religião ocupa uma centralidade significativa, a preparação do corpo posiciona o indivíduo em um espaço de experiência e sociabilidade, de modo que, pode ser compreendida como parte importante do processo pelo qual o conhecimento religioso é integrado a certas disposições corporais e modos de orientação. Propomos com este GT fomentar a discussão que se estabelece entre a dimensão corpórea e o sagrado, compreendendo o corpo não como mero receptáculo do sagrado, ou mesmo como apenas expressão deste, mas como elemento fundamental para se compreender o universo religioso, nos abrimos aqui às mais diversas interfaces que se possam estabelecer com o corpo e com o sagrado: gênero, saúde, festa, rituais etc.
Esse GT contou com edições anteriores junto ao último Simpósio nacional da ABHR (2012), e às edições regionais da associação no Nordeste e no Sudeste em 2013, bem como nas Jornadas sobre Alternativas Religiosas para a América Latina tendo sido nestes espaços um dos Gts com o maior número de trabalhos inscritos.


48. Evangélicos e esfera pública

Prof. Dr. Saulo de Tarso Cerqueira Baptista
Prof. Dr. Gustavo Soldati Reis
UEPA – Universidade Estadual do Pará
Contato: saulo.baptista@gmail.com

A proposta do GT – Evangélicos e esfera pública tem por finalidade acolher pesquisas sobre história de movimentos e instituições dos protestantismos, pentecostalismos e neopentecostalismos, questões identitárias e disputas de poder alusivas a esses grupos, bem como as interfaces dos atores coletivos e instituições desses campos com a sociedade, em particular estudos sobre a atuação desses agentes no contexto político brasileiro. Da mesma forma, serão bem-vindas pesquisas de cunho fenomenológico e hermenêutico, inspiradas em sujeitos do campo evangélico brasileiro.


49. Religião e performance: diálogos sobre agenciamentos e criatividades

Prof. Dr. Greilson José de Lima (UEMA)
Profa. Dra. Martina Ahlert (UEMA)
Contato: greilsonlima@gmail.com

Este Grupo de Trabalho pretende discutir pesquisas relacionadas à religião, performance, arte e criatividade. Os estudos sobre religião estiveram marcados por uma preocupação voltada ao universo simbólico e aos significados compartilhados no interior dos grupos. Não deixando de reconhecer a importância desta perspectiva, propomos outro direcionamento, que priorize a expansão dos campos de investigação para esferas de relações na sociedade mais ampla. Buscamos, desta forma, contemplar pesquisas sobre produções audiovisuais e religião – como grupos religiosos têm feito uso de imagem e vídeo na construção de suas identidades em contextos globalizados; utilização de redes sociais como espaço de comunicação e visibilidade; performances públicas e festividades como marcadores identitários; engajamentos e posicionamentos políticos; constituição de memoriais, exposições e eventos. Também nos interessamos pela relação entre religião e as artes, incluindo reflexões sobre produção material e análise literária. Com esta abordagem, procuramos uma compreensão da religião não como uma dimensão separada da vida social e política, mas como articulada a outros processos de constituição de identidades, engajamentos e socialidades. Agências e manifestações de forças espirituais/ entidades/ espíritos/ energias, nestes contextos, têm chamado atenção para os deslocamentos, fluxos e efeitos da desterritorialização dos processos simbólicos. Além disso, enfatizam articulações e participações que compõem os modos de vida e expressão dos sujeitos e coletividades. São bem-vindos trabalhos de estudantes, pesquisadores e interessados nas questões propostas.


50. Religião e esferas sociais: política, econômica e assistencial

Prof. Dr. André Ricardo de Souza
UFSCar – Universidade Federal de São Carlos
Prof. Dr. Péricles Andrade
Universidade Federal de Sergipe
Contato: anrisouza@uol.com.br

Na história do capitalismo industrial moderno, a religião resistiu e se estruturou de modo a firmar seu espaço e se tornar profícuo tema de investigação das ciências humanas. Ela se faz presente em outras relevantes dimensões da vida em sociedade, com destaque para a assistencial, a política e o universo que abrange comunicação social e demais atividades econômicas. A relação da religião com essas outras esferas sociais suscita o intrigante debate sobre a laicidade do Estado e o grau de legitimidade e força das lideranças e organizações religiosas para atuarem em diversas frentes, assim como para reivindicarem políticas públicas. Tal debate vem sendo travando não só pelos pesquisadores das ciências humanas, mas também pelos próprios atores políticos, religiosos e laicistas, gerando desdobramentos legais e institucionais. Este GT, de caráter interdisciplinar, visa propiciar o intercâmbio de resultados investigativos de pesquisadores dedicados à complexidade social formada em torno da religião.


51. A difusão religiosa na universidade: a pesquisa histórica e suas problemáticas sobre o movimento espírita no Brasil

Ms. Veruska Lauriana da Silva de Carvalho
Contato: veruskaclio@yahoo.com.br

Temos o objetivo nesse Grupo de Trabalhos às conjeturas a todos aqueles com interesse nos estudos das religiões, em especial, quanto a Espírita e suas possíveis perspectivas de investigação acadêmica. Ainda, atende a refletir sobre a sua diversidade temática, assim como suas dinâmicas teóricas e metodológicas enquanto ferramentas fundamentais no desenvolvimento e constatação cada vez mais presente nas investigações científicas realizadas nos mais diversos programas presentes nas Universidades brasileiras. Oportunidade de aprendizagem e compartilhamento de saberes múltiplos das recentes pesquisas nesse campo. Indubitavelmente, o Espiritismo antes de tudo é o encontro com a ciência. De modo que visamos contribuir e beneficiar o conhecimento não somente da filosofia de vida presente nesse encontro;
Desse modo, a ampliar e destacar os diálogos possíveis orientados em nossa experiência a fim de contribuir na socialização dos estudos, seja eles: espaciais, culturais, dogmáticos, entre outros. Os quais visa o estudo da religião como objeto de pesquisa na academia a partir do movimento espírita no Brasil, com suas místicas e espiritualidades. Abordando seu crescimento físico através das difusões sempre constantes dos Centros Espíritas e dos avanços no trato das fontes e teorias, auxiliados pelos diversos Institutos de Cultura Espírita no Brasil. Igualmente, da expansão intelectual elencada anualmente nos mais amplos congressos, encontros, cursos - alguns instituídos através das FEB’s - em uma trajetória marcada na organização do movimento espírita brasileiro, com a difusão do universo heurístico no estudo das produções articuladas nos mais diversos instrumentos de comunicação.
A ensejar oportunidade de integração na constituição cada vez mais presente desses estudos aos estudantes de graduação e de pós-graduação, professores, pesquisadores e os demais interessados na difusão de linhas de pesquisa na História - via realização de projetos a estabelecer o contínuo investimento em produções resultantes de espaços como este Simpósio Nacional e Encontro Internacional a tornar sempre crescente o leque temático no estudo da História e Religião nos programas universitários.


52. Corpos de direitos e corpos de delitos: territórios, fronteiras e religiões no Brasil

Profa. Dra. Rosangela Angelin (URI)
Profa. Dra. Kathlen L. de Oliveria (FACOS)
Prof. Dr. Valério G. Schaper (PPG / EST – NPDH)
Contatos: rosangelaangelin@yahoo.com.br,
kathlenlua@yahoo.com.br e valerio@est.edu.br

A sociedade brasileira vem se tornando rapidamente mais complexa em todas as direções. Limites são continuamente forçados. Podem ser ampliados ou simplesmente rearticulados. Corpos de saberes (doutrinais) ou saberes “(em)corporados” (práxis) estabelecem uma “dança das cadeiras” feroz no âmbito dos direitos de gênero, de liberdade religiosa, das afirmações étnicas e culturais, em suma pelo respeito aos direitos dos grupos vulneráveis em sua ampla pluralidade. O GT propõe-se a ser um espaço interdisciplinar de diálogo entre as diversas modalidades de desarticulações e rearticulações que se dão no estabelecimento de territórios e fronteiras políticas pela construção da democracia brasileira. O GT tem especial interesse pelo papel que as religiões desempenham nestas dinâmicas.






Publicado por Adhilac – Seção Brasileira